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Brasil

A aproximação entre Lula e Alcolumbre: o que está em jogo até 2027?

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O ambiente político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) tem se mostrado mais amigável nos últimos dias. Após um jantar promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que serviu como um ponto de reconciliação, Lula aguarda um gesto de Alcolumbre para consolidar essa nova fase de relacionamento.

Entre os desejos do presidente está o destravamento das pautas legislativas que aguardam análise no Senado e o apoio explícito de Alcolumbre à sua candidatura à reeleição. A expectativa é que os dois se reúnam novamente esta semana para discutir esses pontos.

Alcolumbre, que representa os interesses do Centrão, também tem suas exigências. Ele busca a continuidade do atual modelo de emendas parlamentares, que já recebeu críticas de Lula, que pretende revisar um sistema que, segundo ele, consome mais de R$ 50 bilhões do Orçamento.

Na terça-feira, 11, Alcolumbre firmou acordos com o ministro José Guimarães, responsável pela Secretaria de Relações Institucionais, e planeja instalar a Comissão Mista para analisar a Medida Provisória que isenta o imposto de importação em compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. Essa medida é vista como crucial para evitar desgaste político para Lula, especialmente entre as eleitoras de baixa renda.

Alcolumbre e o governo: uma fase de aproximação

Alcolumbre tem demonstrado uma postura de maior abertura em relação ao governo e promete dar andamento a outras quatro medidas provisórias que são de interesse do Executivo. No entanto, Lula ainda espera que ele avance em duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que poderiam se tornar bandeiras de sua campanha: uma que extingue a jornada de trabalho 6x1 e outra que destina recursos do pré-sal para segurança pública. Embora essas propostas já tenham sido aprovadas pela Câmara, elas permanecem paradas no Senado.

Próxima reunião e expectativas

Lula e Alcolumbre se encontraram há uma semana após um período de três meses de afastamento, motivado pela rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Durante o encontro, que também contou com a presença de Moraes e do ministro Cristiano Zanin, houve a oportunidade para discutir as desavenças passadas e traçar um caminho para a reconciliação.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência, criticou a atuação de Moraes como articulador político, afirmando que isso representa uma transição do ministro para o campo político. O futuro da relação entre Lula e Alcolumbre, bem como a possibilidade de que Messias seja novamente indicado ao STF caso Lula vença as eleições, ainda é um tema delicado que precisa ser abordado para que a paz política se mantenha.

O desenrolar desses encontros e acordos poderá ser decisivo para as estratégias eleitorais de Lula e para a dinâmica no Congresso até 2027.